Rodrigo Chaves: “Este primeiro título nacional é um incentivo para trabalhar mais duro”


Rodrigo Chaves surfou, no passado fim de semana, para o primeiro plano do surf esperanças português, ao conquistar o título nacional de sub-16, na Bafureira, em São Pedro do Estoril.

O primeiro título nacional deste jovem surfista que representa o Ericeira Surf Clube que promete ser apenas um marco de muitos a alcançar numa carreira de surfista profissional.

“Este foi o meu primeiro título nacional e dá-me muita pica e motivação para o trabalho que vem a seguir, nomeadamente o Pro Junior da semana que vem, em Espinho. Mas, acima de tudo, é um incentivo para trabalhar mais duro”, diz Rodrigo.

Esta conquista é também um bom ponto de partida para visitar os primeiros passos desta caminhada que, afiança, ainda está no início. “Comecei a surfar por volta dos 6 ou 8 anos, não me recordo bem, mas graças à grande influência do meu pai, que tentava levar-me a surfar quase todos os dias, com as primeiras surfadas ali na zona de Sagres e costa alentejana. Aos 10 anos ingressei numa escola e desde aí foi sempre treinar e procurar evoluir”, recorda o novo campeão nacional sub-16.

Nesses primeiros anos de surf, um momento, modesto, mas de grande significado emocional: “Quando era pequeno, tinha bastante medo do mar e só estava à vontade quando o meu pai ia comigo. Nesses primeiros tempos, lembro-me de, um dia, na Mareta, apanhar uma onda muito comprida e ficar super-feliz. Foi algo que me marcou”.

Rodrigo é primo do internacional português Joaquim Chaves, que ainda recentemente representou a Seleção Nacional sub-18. E a proximidade deste surfista bem-sucedido é também bastante positiva, diz. “O Joaquim é um exemplo para mim em todos os aspetos e alguém que também me motiva sempre a ser melhor”, explica.

O roteiro surfístico de Rodrigo está bem traçado na sua mente e tem alguns pontos cardeais definidos: Frederico Morais e Clay Marzo. “O Kikas é a minha grande referência nacional. Por ser um surfista fantástico e, sobretudo, um grande atleta que tem um alcance que vai além do surf. Internacionalmente, o havaiano Clay Marzo é o surfista com quem mais me identifico porque vê coisas na onda que a maior parte de nós não vê”, refere.

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First surf after injury❤️ @polen_surfboards

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E o destino desse roteiro? O óbvio, dado o potencial que agora começa a mostrar resultados: “O meu objetivo é ser surfista profissional. Cada vez mais, é isto que quero, o que me dá mais prazer. E trabalho cada vez mais, quer a parte técnica, com os meus treinadores Nuno Telmo e David Raimundo, mas também a parte física e a mental, com a psicóloga de Desporto, Tatiana Ferreira. Tenho a noção que é um trabalho de vários fatores e estou muito motivado para o fazer.” xxx

Entrevista de Carlos Mariano/FPS
Fotos arquivo pessoal
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