Ganhar balanço internacional em tempos de pandemia


A terceira de cinco etapas da Liga MEO Surf 2020, principal circuito de surf em Portugal e aquele que define os campeões nacionais de Surf, está ON esta sexta-feira a partir das 7h30. Os surfistas portugueses estão satisfeitos por poderem competir entreportas.

O facto de serem, por agora, os únicos surfistas a competir ao mais alto nível em todo o Mundo – em França já houve um evento especial, mas apenas para um lote muito restrito de surfistas, e na Austrália decorreram competições locais –, poderá servir de vantagem na hora do regresso à competição internacional.

Para a campeã nacional em título Yolanda Hopkins isso é quase uma certeza. “É muito bom não estarmos parados, porque quando tudo regressar penso que vou estar mais preparada que as surfistas do resto do Mundo”, defende.

“Com o nível que a Liga MEO Surf tem é uma boa forma de nos prepararmos para as provas internacionais. O facto de não termos estado um ano parados, pode dar-nos alguma vantagem quando tudo regressar à normalidade”, argumenta Miguel Blanco. O mesmo pensa Carolina Mendes (na foto): “Tento sempre ver as coisas pelo lado bom e o facto de sermos os únicos a competir pode ser uma vantagem para os atletas portugueses”.

Já Frederico Morais, que é o único português a integrar o restrito grupo de surfistas no Championship Tour da WSL, chega à Praia Grande na liderança do ranking, em igualdade pontual com o jovem Afonso Antunes, e garante estar totalmente focado no triunfo, mesmo que, ao contrário dos outros surfistas, o futuro para ele ainda seja uma incógnita, assumindo:

“Ainda não sei se a WSL me vai dar autorização para fazer a Liga na totalidade. Neste momento, o meu objetivo está apenas na Praia Grande e é a única coisa que posso garantir”.

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