Kikas faz história no México


Frederico Morais alcançou, ao início da madrugada desta sexta-feira, o 5.º posto final do Open México, sétima e última etapa da fase regular do circuito mundial de 2021 da World Surf League. O surfista português só foi travado nos quartos-de-final da prova disputada nas direitas de Barra de la Cruz, depois de perder o duelo que teve com o australiano Jack Robinson.

Após ter eliminado o brasileiro Yago Dora nos oitavos-de-final, Kikas chegou a esta fase da prova ainda na luta pela qualificação para a finalíssima do CT, que será disputada apenas pelo top 5 final do ranking e que decidirá os campeões mundiais, em setembro, na onda californiana de Trestles. Contudo, Frederico precisava de vencer a etapa para carimbar essa vaga.

Ao contrário do que é seu timbre, no embate com Robinson o português não teve um começo forte e a escolha de ondas acabou por determinar o andamento da bateria. Mesmo perante a vantagem larga do adversário, Kikas respondeu na reta final com a melhor onda desta disputa, cifrada em 7,60 pontos. No entanto, já não houve tempo para Morais procurar uma segunda nota forte, que permitisse operar a reviravolta. O rookie australiano acabou por vencer com 14,06 pontos contra 12,60.

Apesar da derrota nos quartos-de-final, Kikas conseguiu o segundo melhor resultado da temporada, superado apenas pelo 3.º posto obtido em Narrabeen, na Austrália. Um cenário que permite a Frederico Morais fazer história, com a melhor classificação de sempre obtida por um surfista português no ranking final do CT. Além de ter carimbado a requalificação para a temporada 2022 de forma tranquila.

Para já, Frederico, que chegou ao México no 11.º posto do ranking, superou provisoriamente John John Florence. E só não vai terminar como top 10 mundial caso o italiano Leo Fioravanti, um dos quatro surfistas apurados para as meias-finais, vença a etapa. Quer seja 10.º ou 11.º do ranking após esta etapa final, Morais vai conseguir melhorar o 14.º posto final obtido em 2017, no ano de estreia.

Com o cancelamento da etapa do Taiti, anunciado apenas esta quinta-feira, a prova mexicana serviu para fazer todas as contas em relação à qualificação para a nova finalíssima, num novo formato que estreia este ano, e também para a requalificação.

Após o final da temporada regular e de se encontrar os campeões em Trestles, as provas da World Surf League prosseguem como as novas Challenger Series do circuito mundial de qualificação, onde vão estar em jogo vagas para o CT 2022, e que tem uma etapa marcada para Portugal, na Ericeira. Vasco Ribeiro e Teresa Bonvalot são os portugueses qualificados, embora Frederico Morais também tenha hipótese de participar nestes eventos para manter o ritmo.

Johanne Defay (França), Sally Fitzgibbons (Austrália), Stephanie Gilmore (Austrália), Tatiana Weston-Webb (Brasil) e Carissa Moore (Havai) são as cinco atletas apuradas para a finalíssima em Lower Trestles. No lado masculino Italo Ferreira (Brasil), Filipe Toledo (Brasil), Conner Coffin (EUA), o rookie Morgan Cibilic (Austrália) e Gabriel Medina (Brasil) são os surfistas que irão disputar o título mundial. xxx

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