Liga assume preponderância máxima 


A Liga MEO Surf fez história em junho ao tornar-se no primeiro evento de surf a ser retomado em todo o Mundo, após a eclosão da pandemia da Covid-19. 

Atualmente, a Liga MEO Surf é mesmo o único título oficial em disputa pelos surfistas portugueses, assumindo assim máxima importância nas suas carreiras desportivas em 2020 assim como nos compromissos contratuais com os seus patrocinadores.

Com a World Surf League a comunicar o cancelamento da temporada de 2020, a Liga reforça um estatuto já de si especial e positivo para os surfistas portugueses.

“É sempre bom podermos manter a consistência de campeonatos. Revalidar o título nacional já era um dos meus objetivos do ano e assim torna-se um objetivo ainda maior”, começa por explicar o bicampeão nacional Miguel Blanco.

É que os principais surfistas portugueses redobram agora atenções única e exclusivamente na Liga MEO Surf. É perante este cenário que todos os grandes nomes do surf português rumam ao Allianz Sintra Pro, que tem lugar este fim de semana na Praia Grande, com o foco a 100 por cento na luta pelo triunfo final e pelo jackpot que pode daí resultar. Os surfistas poderão ter acesso a bónus financeiros previstos nos contratos com os seus patrocinadores, indexados a títulos, vitórias ou classificações de destaque em competições oficiais.

“Ganhar a liga tem sempre um grande peso”, começa por dizer Mafalda Lopes, uma das representantes da nova geração do surf feminino, que já assalta frequentemente as fases mais avançadas das competições. “Ser campeã é um objetivo bem difícil de alcançar, mas que quando cumprido, é muito valorizado por todos, principalmente pelos patrocinadores”, sublinha com o enfoque num prémio contratual. A mesma ideia é transmitida por Teresa Bonvalot (na foto): “Qualquer bom resultado é ótimo para nós, para a nossa imagem e, por sua vez, para os patrocinadores”.

Já Miguel Blanco salienta a importância do retorno que é dado por parte dos surfistas e que sem a Liga, neste momento, seria inexistente. “É sempre bom os patrocinadores verem que há movimento e coisas a acontecerem. Normalmente, andamos sempre a viajar. Assim, com as provas a acontecerem em Portugal, vamos estar mais tempo por cá e passamos mais tempo com os patrocinadores, que terão um retorno mais positivo. É bom isso acontecer”, admite.

Poder competir nos tempos atuais, mesmo com as restrições e medidas de segurança inerentes ao cenário de pandemia que se vive, acaba por ser um privilégio que está a ser proporcionado pela Associação Nacional de Surfistas e a Liga. xxx

Previous Leo Fioravanti no Havai
Next Throwback: Kelly vs. John John